Os afetos e a genética

Mar 18, 2015     Saúde

genetica afetosNa universidade Duke, um grupo de neuro-cientistas descobriram que as experiências de vida refletem-se também a nível genético.

As crianças que vivenciaram episódios de violência doméstica têm, em média as extremidades dos cromossomas, os telómeros, mais reduzidos.

Um grupo coordenado por Idan Shalev investigou o DNA de duzentas e trinta e seis crianças britânicas, aos cinco anos e depois aos dez.

Durante esse período de tempo os investigadores perguntaram regularmente às mães se os seus filhos testemunharam ou foram vítimas de violência física ou verbal em casa ou na escola.

De acordo com a análise genética, as crianças que lidaram com essas situações, apresentavam telómeros muito menores do que as que viviam num ambiente calmo.

O encurtamento das pontas dos cromossomas é uma consequência característica do envelhecimento celular.

As crianças com dez anos que viveram a violência de perto seriam biologicamente “pré-idosos”, o que pode explicar, segundo os investigadores, a sua maior vulnerabilidade a doenças.

A cada divisão celular os cromossomas perdem um pouco da sua protecção telomérica, desta forma chega a um ponto em que as células não se conseguem dividir mais.

 

 

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